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Como foi a grande estréia de Vinícius Jr. na Libertadores

A Copa Libertadores da América

é a principal competição do futebol sul-americano, e já foi o palco de atuação de diversas equipes e craques. Considerada diferente de todas as competições nacionais, a Libertadores sempre foi considerada uma competição feita para jogadores prontos e “cascudos”. 

E se esta máxima é verdade, já podemos dizer com todas as letras: Vinícius Júnior já é um jogador pronto mesmo aos 17 anos. Afinal, o jovem só não fez chover na última semana ao enfrentar o Emelec fora de casa, fazendo a sua estreia em jogos da Copa Libertadores da América.  

Para marcar o seu nome na história o jogador precisou de apenas 23 minutos em campo contra os equatorianos. Bryan Ângulo abriu o placar para o Emelec aos 20 minutos do segundo tempo, e com 22 minutos da segunda etapa o jovem entrou em campo no lugar de Everton Ribeiro. 

Nestes 23 minutos em campo mudou a história do jogo e com dois gols marcados acabou dando a vitória para o Flamengo, que não vencia fora de casa desde 2014 quando venceu o próprio Emelec no Equador pela primeira fase daquele ano. 

Esta estreia na Copa Libertadores da América inevitavelmente gerou comparações sobre o desempenho de Vinícius Júnior com os dois últimos grandes fenômenos revelados pelo futebol nacional, Neymar pelo Santos e Gabriel Jesus pelo Palmeiras. 

Em comparação com os outros dois com o mesmo tempo de jogo Vinícius Júnior tem mais gols e é mais efetivo do que os companheiros em menos tempo de campo em cada jogo, já que ao contrário dos outros dois que já era titulares Vinícius quase sempre vem do banco de reservas nestas partidas. 

Em sua estreia pela Libertadores Neymar apenas empatou com o Deportivo Táchira em 0x0, enquanto Gabriel Jesus também empatou com o River Plate do Uruguai, em 2×2 sem marcar gols. 

Uma lembrança sempre presente na mente dos flamenguistas é o fato de que Vinícius Júnior já está vendido para o Real Madrid pelo incrível valor de 45 milhões de Euros, e pode ir para o futebol espanhol já no meio deste ano, já que completa 18 anos no dia 12 de julho, bem no meio da janela de transferências do futebol europeu. 

O acordo entre Real Madrid e Flamengo diz que o jogador é obrigado a se apresentar ao novo clube apenas no meio de 2019, sendo necessário para que se transfira antes disso que duas das três partes (Flamengo, Real Madrid e o próprio Vinícius Júnior) estejam de acordo com essa transferência antecipada. 

Para o Flamengo, a expectativa por conta do ótimo desempenho neste ano de 2018 é que o jogador fique mesmo no Brasil até pelo menos janeiro de 2019. Após esta data apenas o Real Madrid possui a autonomia para solicitar ou não a transferência.  

E esta expectativa passa muito pela vontade do garoto, que já deixou claro que quer fazer histórica com a camisa do clube e vem ganhando cada vez mais espaço com o treinador Paulo César Carpegiani, parecendo ser apenas questão de tempo para conquistar a titularidade com a camisa rubro-negra. 

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Juan declara o seu amor pelo Flamengo.

O Flamengo

iniciou o ano de 2018 renovando o contrato de um de seus principais jogadores, o zagueiro multicampeão e artilheiro Juan, cria das categorias de base do clube e um dos mais vitoriosos jogadores de sua posição em toda a história do futebol nacional.

O jogador que vestiu poucas camisas em toda a sua carreira assim irá encerrar a sua vitoriosa carreira não somente no clube que iniciou como jogador profissional, mas também com a camisa do seu clube de coração desde que era apenas uma criança.

Juan Silveira dos Santos nasceu no Rio de Janeiro no dia 1 de fevereiro de 1979 na cidade do Rio de Janeiro, e segundo a sua mãe quando o pequeno Juan tinha apenas 6 anos de idade tinha dois sonhos na vida: ser jogador de futebol profissional e ser presidente da república.

Para a sorte na nação rubro-negra e infelizmente para o azar da nação brasileira por enquanto apenas o primeiro sonho foi realizado.

Entrou para as categorias de base do Flamengo com apenas 10 anos de idade em 1989, e estreou no time profissional do rubro-negro em 1996, tornando-se titular logo de cara e mantendo esta posição até a primeira vez que deixou a equipe, em 2002.

A passagem de Juan pelo futebol europeu se iniciou na Alemanha, quando o jogador assinou contrato com o Bayer Leverkusen onde fez uma famosa dupla de zaga com o também brasileiro Lúcio.

No período em que o jogador esteve na Alemanha ganhou apenas um título de pequena expressão, o torneio internacional de Maspalomas, mas isso não impediu de ser considerado um dos principais atletas da história do clube.

Em 2007 foi vendido para a Roma da Itália, onde também jogou por 5 temporadas e também fez história com a camisa do clube, conquistando a Supercopa da Itália já em 2007 e a Copa da Itália em 2007-08.

Após 10 anos longe do país, Juan finalmente arrumou as suas malas e voltou para defender o Internacional em 2012, vestindo a quarta camisa de sua história como jogador profissional. E a sua seriedade e profissionalismo conquistaram também os gaúchos, com o jogador conquistando por três anos consecutivos o título do Campeonato gaúcho.

No final de 2015 com o seu contrato se encerrando com o Internacional Juan acertou a sua volta para o Flamengo, para encerrar a sua carreira justamente onde a iniciou. E mesmo não sendo um dos jogadores mais jovens do elenco o zagueiro vem compensando isso com muita técnica, sendo peça importante do time nestes últimos anos.

Na temporada passada Juan conseguiu ser eleito o craque da final da Copa do Brasil mesmo com a derrota para o Cruzeiro nos pênaltis, e o gol marcado contra o Júnior Barranquilla nas semifinais da Copa Sul-americana acabou o consagrando com 33 gols como o maior zagueiro artilheiro do clube, junto com Júnior Baiano.

Juan já sabe que este contrato assinado até o final de 2018 é o último de sua carreira, e o objetivo da diretoria é muito claro neste momento: que Juan ocupe um cargo no clube depois de pendurar as chuteiras.

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Depois de se despedir do Benfica, Júlio César veio para pendurar as luvas no seu clube do coração.

Flamengo

Em seus mais de 100 anos de história o Flamengo tem grandes nomes para se lembrar quando falamos da posição de goleiro. Raul Plassmann, Zé Carlos e Ubirajara são apenas alguns nomes daqueles que nos acostumamos a ver e idolatrar defendendo o manto rubro-negro na meta.

O último grande ídolo da torcida nessa posição foi o goleiro Júlio César, que disputou nada menos do que 3 Copas do Mundo com a camisa da Seleção Brasileira, e após 13 anos de sua despedida da Gávea volta ao time neste início de 2018 com um contrato de apenas 3 meses antes de encerrar de maneira definitiva a sua carreira.

Júlio César Soares Espínola nasceu em Duque de Caxias no Rio de Janeiro no dia 3 de setembro de 1979, e desde muito cedo já sabia o que queria em sua vida: ser goleiro profissional. Tanto que alguns de seus amigos de infância sempre diziam que ao jogar na rua ele já jogava no gol, usando meias ao invés de luvas nas mãos.

O jogador iniciou a sua carreira como goleiro no futebol de salão do Grajaú Country Club, e entrou para as categorias de base do Flamengo com 12 anos de idade em 1991.

Em 1997 com apenas 17 anos de idade fez a sua estreia como jogador profissional no Flamengo, em partida válida pela Copa do Brasil contra o Palmeiras. Era apenas o início de uma história que durou até 2005 com 283 partidas que valeram os títulos da Copa dos Campeões, Copa Mercosul e três Campeonatos Cariocas.

Em 2005 o jogador foi vendido para a Inter de Milão da Itália e fora do país teve passagens por Chievo Verona, Queens Park Rangers, Toronto FC e Benfica, sendo por muitos anos considerado um dos melhores jogadores de sua posição no futebol internacional como em 2009 quando foi indicado ao prêmio Bola de Ouro da FIFA e terminou como o segundo melhor goleiro da temporada.

Além de brilhar em clubes o goleiro também fez história com a camisa da Seleção, onde além de disputar 3 Copas do Mundo ainda conquistou os títulos da Copa América em 2004 e das vezes da Copa das Confederações, em 2009 e 2013.

Júlio César volta ao Flamengo muito mais experiente do que quando deixou a equipe, quando tinha apenas 26 anos. O arqueiro chega com um contrato de apenas 3 meses, com valor simbólico de salário apenas mesmo até o final do Campeonato Carioca, para encerrar a sua carreira no clube que o revelou para o mundo.

O arqueiro está atualmente com 38 anos e chega precisando apenas melhorar a sua forma física, já que apesar de estar no meio da temporada europeia vinha ficando no banco em seus últimos tempos de Benfica, precisando de uma pré-temporada mais extensa para recuperar a forma física.

Neste retorno o goleiro chega dizendo que não há nenhuma hipótese de renovar o seu contrato por mais tempo, o que parece ser verdade se levarmos em conta toda a insatisfação que a sua esposa vem demonstrando nas redes sociais pelo fato do marido ter deixado Lisboa e voltado para o Brasil sem nenhum tipo de aviso prévio.

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Aposte na Copinha 2018 – Flamengo X Ji-PR

Copa São Paulo Jr

Início de ano, é hora de tirar o pó das chuteiras e se preparar para uma nova temporada do futebol nacional. E para isso nada melhor do que aquecer a torcida com o início da Copa São Paulo de Futebol Júnior, maior competição de base do futebol nacional e competição na qual o Flamengo já conseguiu conquistar o título em três oportunidades.

O Flamengo chega para a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior neste ano com o status de ter feito grandes trabalhos na base em um passado recente, incluindo o título da Copinha em 2016.

Porém, chega também com o fracasso recente de na última competição de preparação para a Copa São Paulo, a Copa RS onde não passou sequer da primeira fase do torneio gaúcho.

Nesta Copinha o time entra como uma incógnita, já que entrou na competição como o atual vice-campeão da Copa do Brasil Sub-20, mas acabou “perdendo” diversos jogadores da base para o elenco profissional durante o ano de 2017, como por exemplo o atacante Lincoln, o zagueiro Thuler e o volante Jean Lucas.

Outros atletas que poderiam disputar a Copa São Paulo, como Vinícius Júnior, por exemplo, estão completamente fora de cogitação.

O Flamengo é o grande astro do grupo 21 da competição que terá como cidade sede Barueri na Grande São Paulo, bem próxima da capital paulista onde o time tem uma grande torcida assim como em grande parte do território nacional.

No grupo o Flamengo terá como adversários o Aimoré, o Oeste de Itápolis e eo Ji-Paraná, adversário da estreia do clube na competição.

O Ji-Paraná chega empolgado para a disputa da Copinha como o atual campeão do Campeonato Rondoniense Sub-20, título este que deu a vaga para a tradicional equipe na Copa São Paulo.

O time chega com o grande objetivo de mostrar para todo o Brasil a força do futebol local, e fará justamente contra o Flamengo na estreia uma partida de vida ou morte por conta do regulamento da competição.

A edição de 2018 será a maior da história da Copa São Paulo de Futebol Júnior em todos os tempos, com 128 equipes participando do torneio e divididas em 32 grupos com 4 equipes cada. Sendo assim, neste ano apenas o primeiro colocado de cada grupo conseguirá a vaga na fase seguinte, o que teoricamente dá um ar de mata-mata para todos os jogos desta primeira fase.

Para a partida de estreia o site de apostas esportivas Sportingbet, a melhor opção para quem gosta de apostar na Copa São Paulo de Futebol Júnior, coloca o Flamengo como amplo favorito para ficar com a vitória segundo o mercado “Vencedor do Encontro”.

Neste mercado a cotação para a vitória do Flamengo é de 180 contra 100 de cotação do Ji-Paraná e a cotação de 150 para o empate.

A partida entre Flamengo e Ji-Paraná acontecerá na Arena Barueri nesta quarta-feira dia 3 de janeiro e será realizada às 21h30 pelo horário de Brasília.

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Saiba mais sobre a nossa cria do ninho do Urubu ele, Felipe Vizeu

Já dizia o lendário Geraldo Mainenti na extinta revista Manchete Esportiva de 1979: “Craque o Flamengo faz em casa” para falar da incrível geração que viria a dar muitas alegrias para o torcedor rubro negro com Zico, Leandro, Júnior, Adílio, Andrade, Júlio César, Tita, Rondinelli e outros grandes jogadores do elenco do time.

Passados 38 anos desta célebre frase o time não vem revelando grandes jogadores nos últimos anos, porém tudo isso pode mudar rapidamente se a explosão de um jovem atacante vindo da base se confirmar: o letal Felipe Vizeu.

Felipe dos Reis Pereira Vizeu do Carmo nasceu em Três Rios no dia 12 de março de 1997 e ainda muito jovem se mudou para a cidade mineira de Chiador onde começou a jogar tanto futebol de campo quanto futebol de salão. Quando voltou para o Rio de Janeiro para morar em Cabo Frio ainda dividia a sua atenção entre salão e campo até decidir ficar no campo definitivamente.

Jogando um amistoso em Búzios com apenas 15 anos o jogador chamou a atenção de alguns olheiros do América-MG, sendo chamado para fazer alguns testes na equipe e logo entrando para a categoria Sub-15 do coelho.

Lá começou a chamar a atenção de diversas equipes do país incluindo o Flamengo, embora deixar o time mineiro não tenha sido fácil. O América-MG quebrou todas as cláusulas do contrato de Vizeu e somente assim o jogador conseguiu a liberação de seu contrato para poder assinar com qualquer outra equipe.

Assinou contrato com o Flamengo e passou a morar no Ninho do Urubu, conquistando diversos títulos na base do Rubro Negro incluindo a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016 onde foi eleito o craque da competição.

Com o destaque nas categorias de base foi levado para o time de cima com a efetivação de Zé Ricardo, o seu treinador na base, como técnico da equipe principal do Flamengo.

Felipe Vizeu é uma grande expectativa para o futuro do ataque rubro-negro, mas atualmente amarga a reserva natural por ter o atacante peruano Paolo Guerrero como titular absoluto do time. Durante muito tempo o jovem foi apenas a terceira opção do elenco rubro-negro para a posição, já que o time ainda tinha no banco também a presença de Leandro Damião, emprestado pelo Santos para defender as cores do Mais Querido. Porém, Damião foi liberado para voltar a defender o Internacional.

Esta situação fez com que outras equipes tanto do futebol nacional quanto internacional na última janela de transferências. A primeira equipe que demonstrou interesse no atacante foi a Ponte Preta do interior paulista, prontamente negada pelo Flamengo. A proposta da macaca era por empréstimo.

Outro clube que recentemente demonstrou empenho em contar com o futebol de Felipe Vizeu foi o Sporting de Portugal, em mais uma proposta de empréstimo. Outro clube espanhol tentou a contratação sem sucesso, assim como o Benfica já havia sondado o Flamengo meses antes.

Vale lembrar, porém, que não será fácil para qualquer equipe que queira tirar Felipe Vizeu do Flamengo, já que o atacante tem contrato até 2020 com a equipe e uma multa rescisória de 70 milhões de euros para equipes do exterior.

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Saiba mais sobre o novo técnico Colombiano Reinaldo Rueda no Flamengo

Clube de Regatas Flamengo

Embora o clube ainda não tenha anunciado nada de maneira oficial, parece ser apenas questão de horas a formalização da contratação do colombiano Reinaldo Rueda como o próximo treinador do Flamengo, marcando mais uma vez a atuação da torcida nas redes sociais assim como foi com a contratação do goleiro Diego Alves que estava no Valencia da Espanha.

Rueda não era a primeira opção da diretoria apesar de ser o nome mais importante entre os técnicos do continente neste momento, mas após a recusa de Roger Machado para assumir o cargo toda a força foi voltada para a contratação do colombiano de 60 anos para treinar o Flamengo no restante desta temporada e em 2018.

Reinaldo Rueda Rivera nasceu em Cali na Colômbia em 16 de abril de 1957 e foge do estilo boleirão que domina os treinadores da América do Sul. O treinador é formado em educação física e já declarou em mais de uma entrevista que tem em Carlos Alberto Parreira um de seus ídolos no esporte.

Rueda cursou sua pós-graduação na Alemanha, e por isso é fluente no idioma. Inclusive após ter deixado o Atlético Nacional neste ano esteve no país para um intercâmbio no Bayern de Munique, onde acompanhou métodos de treinamento e pode adquirir novas experiências treinando com Carlo Ancelotti.

O treinador iniciou a sua carreira como técnico na Seleção Sub-20 da Colômbia em 1992, levando o time até o Mundial da Categoria. Depois ainda passou por Cortuluá, Deportivo Cali e Independiente Medellín antes de assumir novamente as categorias de base da seleção colombiana em 2002 e a seleção principal em 2004, quando apesar de melhorar o desempenho da equipe não conseguiu classificar o time para a Copa do Mundo da Alemanha em 2006.

Após este trabalho começou a focar os seus esforços em treinar seleções, conseguindo a classificação para duas copas do mundo consecutivas: em 2010 com Honduras e em 2014 com a seleção do Equador.

Porém, o nome do treinador começou a ser comentado mesmo em todo o continente quando assumiu o comando do Atlético Nacional de Medellín em 2015, entrando no lugar do ídolo da torcida Juan Carlos Osorio que havia deixado a Colômbia para assumir o São Paulo.

Rueda deu prosseguimento ao trabalho de Osorio e conquistou quase tudo o que foi possível em 2 anos de clube: bicampeão colombiano em 2015 e 2017, campeão da Copa da Colômbia em 2016 e da Supercopa da Colômbia no mesmo ano, da Copa Libertadores da América em 2016 e da Recopa Sul-americana neste ano.

Os únicos títulos que Rueda não conquistou foram a Copa Sul-americana, que teve a final cancelada após a tragédia da Chapecoense e o Mundial de Clubes da FIFA, a sua pior campanha onde foi eliminado pelo modesto Kashima Antlers na semifinal.

O treinador chega ao Flamengo para ser o décimo comandante internacional do time e o primeiro em 36 anos, desde que o paraguaio Modesto Bria comandou o time por 17 jogos em 1981.

No Flamengo Rueda poderá também se reencontrar com uma de suas principais armas no ano passado, Orlando Berrio que ainda não repetiu com o manto rubro-negro as ótimas apresentações que teve com a camisa verde e branca do time de Medellín.

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Diego, o cara que chegou para brilhar no Flamengo

Estrela do Flamengo

O início dos anos 2000 no futebol nacional foi de grandes mudanças para todos os clubes, inclusive para o Santos que vivia uma grande seca de títulos que já durava desde o Campeonato Paulista de 1984. E em 2002 com o surgimento dos meninos da vila esta história iria mudar não somente para o Santos, mas também para um meia habilidoso que hoje veste como ninguém a camisa número 35 do Flamengo após passar com muito sucesso por clubes da Europa. Afinal, não é qualquer um que chega e coloca a camisa do maior clube do Brasil sem sentir nenhum peso como Diego fez.

Diego Ribas Cunha nasceu em Ribeirão Preto no dia 28 de fevereiro de 1985, e começou a jogar futebol com apenas 6 anos no Comercial de sua cidade natal. Ainda passou pelo Paulistinha antes de ter uma passagem relâmpago pelo São Paulo de apenas 2 dias. Não se adaptou aos companheiros de clube e com a cidade, sendo assim foi para o Santos em 1996 para as categorias de base da Vila.

Com apenas 16 anos em 2002 subiu para o elenco principal do Santos e junto com nomes como Robinho, Elando, Renato e Alex conseguiu o título do Brasileirão daquele ano comandado pelo técnico Emerson Leão.

Saiu do Santos em 2004 e foi vendido ao Porto de Portugal, para substituir o brasileiro Deco que havia sido vendido para o Barcelona. Conseguiu relativo sucesso, e após deixar Portugal foi vendido para o Werder Bremen da Alemanha e depois para a Juventus da Itália, antes de desembarcar no Wolfsburg também da Alemanha.

Após esta segunda passagem um pouco mais fraca pela Alemanha foi vendido para o Atlético de Madrid, onde conseguiu ótimas atuações no time comandado por Diego Simeone, inclusive sendo o autor do gol de empate contra o Barcelona na UEFA Champions League da temporada 2013-14.

Após passar pelos Colchoneros foi para a Turquia defender as cores do Fenerbahçe, assinando no dia 27 de maior de 2014 um contrato válido por 3 anos. Porém, antes disso em julho de 2016 acabou sendo negociado com o Flamengo e voltando para o futebol brasileiro após 12 anos longe dos gramados do país.

No Flamengo Diego já chegou como ídolo antes mesmo de estrear, sendo recebido no aeroporto por uma grande multidão quando chegou da Turquia.

Diego é um clássico camisa 10 do futebol mundial, mas ao chegar no Flamengo não pode usar este número já que devido a numeração fixa do elenco este número já pertencia à Ederson. Com isso, escolheu o número 35 em homenagem aos seus 2 filhos, Matteo de 3 anos e Davi de 5 anos.

Diego fez a sua estreia jogando pelo Flamengo jogando contra o Grêmio, e já balançou as redes na estreia. Na segunda partida teve pela frente a Chapecoense, e guardou mais um gol para a sua conta. E para melhorar a luta de mel com a torcida, ainda marcou outro gol na sua terceira partida.

Até hoje, Diego tem 17 jogos com a camisa do Flamengo e 6 gols marcados, além da promessa de uma grande temporada em 2017.

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Como o Maior do Rio, Flamengo chega para o Brasileirão

O Maior do Rio – Flamengo

Os Campeonatos Estaduais já foram muito importantes no Brasil, mas a cada ano que passa por conta dos regulamentos esdrúxulos das federações estaduais estão cada vez mais com cara de torneios preparatórias de pré-temporada do que com o charme e glamour que tinham em um passado não muito distante.

Então, não é demais dizer que falta pouco para a bola rolar de vez no futebol nacional faltando pouco tempo para o início do Campeonato Brasileiro de 2017, já que até agora o ano se resumiu em jogos sem público pelos Campeonatos Estaduais e esporádicas doses de emoção com a Copa Libertadores da América.

O Flamengo é um dos clubes que mais venceram o Campeonato Brasileiro na história com 6 conquistas, incluindo os anos de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992 e o mais recente no ano de 2009, quando com uma arrancada extraordinária na reta final deixou todos os adversários para trás para conquistar o hexacampeonato do Brasileirão.

Este mês de maio será repleto de emoções para a torcida do Flamengo com a bola rolando finalmente de verdade nesta temporada: a final do Campeonato Carioca, único jogo que realmente importa no campeonato estadual, os últimos jogos da fase de grupos da Copa Libertadores e as estreias na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

O time do Flamengo no ano passado durante grande parte do ano passado lutou de igual para igual contra o Palmeiras pelo título da competição. A queda de rendimento no final da temporada deixou apenas o Cheirinho no ar, mas deixou a esperança de um time que já era bom ficar ainda melhor com a chegada de reforços para o time, como no caso de Trauco, Berrío e Rômulo, reforços pontuais que deram de cara mais qualidade para a equipe.

O elenco do Flamengo para o Campeonato Brasileiro pode ser considerado um dos melhores do torneio por contar com grandes jogadores em todas as posições, jogadores em grande fase e também com peças de reposição a altura.

Joga a favor do rubro negro também o fato de o time ter bons jogadores voltando de contusão após um longo período afastados dos gramados.

Ederson era um dos principais nomes da equipe no ano passado até que após sofrer um carrinho criminoso do lateral Fagner do Corinthians no dia 3 de julho do ano passado onde o juiz nem falta marcou, mas que até hoje não deixou o meia voltar à equipe. A expectativa é de seu retorno para o Brasileirão.

Outro que já chegou machucado e sequer estreou pelo Flamengo ainda é o meia argentino Dario Conca, com passagens por Vasco e Fluminense que estava no futebol chinês atualmente. Conca deve ser um dos principais nomes do time no início do Brasileirão.

A janela de transferências internacional reabre no Brasil no dia 22 de junho e o Flamengo monitora a situação de diversos jogadores brasileiros que atuam pelo mundo, tendo como alvos mais famosos Everton Ribeiro, que quase veio no início da temporada e Lucas Moura, ex-São Paulo e atualmente em baixa no PSG da França.

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Renato Gaúcho e sua história com a camisa do Mengão

Renato Gaúcho – Flamengo

Não é novidade para ninguém a fraque que ouvimos nos quatro cantos do país: o futebol está chato. E se antes haviam diversas figuras de personalidades únicas e cativantes, hoje vivemos um marasmo onde as entrevistas são todas ensaiadas e o “fizemos o que o professor disse e graças a Deus os 3 pontos vieram” parece mais um bordão do que uma resposta ao final do jogo.

Mas nem sempre foi assim, com o futebol sendo o palco de grandes artistas que faziam sucesso não somente pelo futebol apresentado dentro de campo mas também por conta de seu carisma fora dele, capazes de cativar não só os torcedores do seu time mas também de despertar sentimentos diametralmente inversos nos rivais.

E dentre todas as figuras emblemáticas que passaram pelo futebol carioca nas últimas décadas, um trouxe alegrias e uma grande tristeza para a Gávea: o artilheiro Renato Portaluppi, o nosso eterno Renato Gaúcho.

Renato Portaluppi nasceu em Guaporé no Rio Grande do Sul no dia 9 de setembro de 1962, e morou durante toda a sua infância na cidade de Bento Gonçalves. Foi nessa cidade que começou a sua paixão pelo futebol, jogando pelo Clube Esportivo Bento Gonçalves até ser contratado pelo Grêmio em 1982.

Em 1983 no melhor ano da história do Tricolor Gaúcho ajudou o time com a conquista da Copa Libertadores da América e do Mundial Interclubes, ficando no time até 1987 e sendo considerado até hoje o maior nome da história do clube.

Chegou pela primeira vez ao Flamengo em 1987 e Renato logo de cara fez uma ótima dupla de ataque com Bebeto, que valeu ao time o título do Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 1988 foi jogar na Roma da Itália, mas em 1989 voltou para defender a camisa do Rubro Negro.

Foi nesta segunda passagem que fazendo um trio de ataque com Gaúcho e Bobô o jogador conseguiu o título da Copa do Brasil de 1990. Deixou o time no final do contrato em 1991 e girou o Brasil em vários clubes de Minas Gerais e do próprio Rio de Janeiro.

Voltou ao Flamengo para uma última passagem entre 1997 e 1998, época de vacas magras da equipe. No total, juntando todas as suas passagens fez 213 partidas com a camisa do Flamengo, marcando 68 gols.

Após deixar o clube pela última vez em 1998 Renato Gaúcho ainda jogou durante o ano de 1999 no Bangu, tentando continuar a história do time ser campeão carioca a cada 33 anos após os títulos de 1933 e 1966. Porém, com o time ficando em penúltimo lugar no torneio encerrou a sua carreira para se dedicar à faculdade de Educação Física.

Em 2000 iniciou a sua carreira de treinador no Madureira, e já teve passagens de sucesso no Rio de Janeiro como técnico do Fluminense e Vasco da Gama. Atualmente treina o Grêmio, sendo que nesta nova função ainda não passou pelo Flamengo.

Títulos:

– Campeonato Brasileiro 1987 (Copa União): 1987

– Taça Guanabara: 1988

– Copa do Brasil: 1990

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Romário, o cara que serviu o nosso Mengão com coração

Meu Mengão

Imagine se o Flamengo surpreendesse a todos hoje e anunciasse a contratação de Cristiano Ronaldo. Campeão da UEFA Euro com a Seleção de Portugal e atual melhor jogador do mundo tanto pela FIFA quanto pela revista France Football.

Nem isso chegaria perto do que aconteceu em 1995, quando Romário havia acabado de ser campeão da Copa do Mundo de 1994 levando a Seleção Brasileira praticamente nas costas e havia acabado de ter sido eleito pela FIFA como o melhor jogador do mundo antes de desembarcar na Gávea como principal reforço do Flamengo para a temporada.

Romário de Souza Faria nasceu no Rio de Janeiro no dia 29 de janeiro de 1966, morando na comunidade do Jacarezinho até os seus 3 anos de idade. Iniciou a sua carreira como jogador de futebol profissional no Vasco em 1985, sendo levado ao time principal por Antônio Lopes. Já no Campeonato Carioca daquele ano começou a chamar a atenção da torcida e jornalistas, sendo o vice artilheiro daquele ano.

Em 1988 fez parte da Seleção Brasileira que ganhou a medalha de prata nas olimpíadas de Seul e terminou como artilheiro, sendo contratado então pelo PSV Eindhoven da Holanda por 5 milhões de dólares.

Após anos gloriosos na Holanda foi contratado pelo Barcelona por 4,5 milhões de dólares em 1993 após marcar 174 gols pelo time holandês. Continuou mostrando um ótimo futebol também na Espanha, sendo comandado pelo técnico holandês e maior jogador da história do país Johann Cruyff.

Tanto sucesso nos gramados europeus fez o craque ser pedido unânime para a convocação do atacante pelo técnico Carlos Alberto Parreira, tanto para as Eliminatórias para a Copa quanto para o Mundial nos Estados Unidos, vencido pelo Brasil graças aos gols do baixinho.

Porém, com saudades de casa Romário começou a negociar uma volta ao Flamengo, facilitada por um grande plano de marketing e pela força da economia brasileira na época.

Vale lembrar que com a instauração do Plano Real no Brasil em 1994, o dólar estava equiparado ao valor do Real, com um Real valendo exatamente um dólar. Foi neste cenário que o Flamengo fez um acordo com diversas empresas que custearam a vinda de Romário: Brahma, Barra Shopping, Banco Real, TV Bandeirantes, Umbro e Petrobrás ajudaram o Flamengo a comprar Romário por 4,5 milhões de dólares na época.

Dentro de campo a estreia de Romário foi no dia 27 de janeiro de 1995 em um amistoso contra a Seleção do Uruguai, que terminou empatado em 1×1. Em 1996 o jogador foi a grande estrela do Campeonato Carioca, que conseguiu ganhar de maneira invicta pelo time, além de ser o artilheiro.

Em 1997 foi vendido ao Valencia da Espanha, mas logo voltou ao Mengão em 1998. Em 1999 foi novamente campeão carioca e esteve na campanha do título da Copa Mercosul no final do ano, sendo dispensado antes da final por indisciplina em uma festa em Caxias do Sul.

A média de gols de Romário com a camisa do Flamengo é incrível: 204 gols em 240 jogos, média de 0,85 gols por partida.

Títulos

– Taça Guanabara: 1995, 1996 e 1999

– Taça Rio: 1996

– Campeonato Carioca: 1996, 1999

– Copa Mercosul: 1999